O ministro-chefe da Secom, Paulo Pimenta, enviou uma mensagem de reprimenda ao setor de comunicação de todos os ministérios da Esplanada após a repercussão negativa do anúncio de que o governo irá taxar compras de marcas asiáticas como Shein e Shopee. No texto, o ministro destaca a importância de levar esses temas para a Secom e para o Ministério da Casa Civil antes de torná-los públicos, e fala em evitar “dor de cabeça”.
– Em diversas oportunidades, o presidente Lula e eu repetimos que todo anúncio de medidas do governo que gerem repercussão pública deve ser anteriormente debatido na Secom e na Casa Civil. Isso é elementar. Somos um time. Se cada um fala o que quer, isso causa ruído e só traz dor de cabeça – destacou Pimenta.
Na sequência, o ministro afirmou que quando esses ruídos são gerados, cabe à Secom “apagar incêndios que poderiam ser evitados”.
– Vamos ajustar isso definitivamente – pediu ele.
O caso das marcas de e-commerce não é o primeiro que gera problemas para o governo. Em março deste ano, por exemplo, o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, anunciou previamente um programa de venda de passagens aéreas por R$ 200, sem antes debater com a Casa Civil, comandada por Rui Costa.
Em janeiro, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, também causou controvérsia ao afirmar que não existe déficit previdenciário e acabou sendo admoestado por Rui Costa.
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