Em 2024 tiveram inicio as celebrações dos 200 anos da Confederação do Equador e da execução da pena de morte implicada a Joaquim do Amor Divino Rabelo, o Frei Caneca, que ate hoje não teve seu corpo localizado, sabendo-se apenas que fôra sepultado na Igreja do Carmo, no Recife, mas em local incerto.
Dentro das celebrações e comemorações, entre seminários, palestras e solenidades, um evento merece atenção, justamente por promover o encontro da historia com a arte. Pela primeira vez um busto de Frei Caneca é feito baseado em suas fisionomias reais.
A confecção desse pioneiro trabalho ficou a cargo do mestre artesão Edilson Oliveira, que, com suas mãos hábeis e experientes, trabalha na finalização da obra para sua aposição em pedestal, na próxima quinta-feira 13, em solenidade na Praça Frei Caneca, no centro de Goiana.

Não existe nenhuma pintura ou imagem real da sua face, mas diz a história que Frei Caneca, morto aos 45 anos, era ruivo. No centenário da sua morte em 1924, um desenho criado pelo pintor e desenhista Murillo la Greca acabou se tornando uma espécie de retrato oficial do frade carmelita.
Mas, um trabalho de pesquisa histórica feito pela Comissão das Atividades Comemorativas ao Bicentenário da Confederação do Equador, baseado em arquivos da Arquidiocese de Olinda e Recife, de referências históricas obtidas com historiadores e pesquisadores da vida de frade carmelita e de recursos tecnológicos, revelou através do desenho do pintor figurativo Roberto Ploeg como seria o rosto de Frei Caneca. A partir desse desenho o mestre Edilson Oliveira moldou o expressivo busto de um dos maiores revolucionários do estado de Pernambuco.
A confecção da obra de arte pelo jovem artesão goianense é fruto de convênio celebrado entre o Instituto Histórico, Artístico e Geográfico de Goiana e a Secretaria de Cultura e Turismo da cidade.
*Fotos e texto enviados por Márcio Gadelha