Grupos que se identificam como “pró-Palestina”, mas que propagam retórica antiamericana, antissemita, anti-Israel e pró-Hamas, registraram um salto de 3.000% em postagens com apelos à violência desde o massacre de 7 de outubro de 2023.
Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo Capital Research Center, que analisou milhares de publicações em redes sociais de 496 organizações e ativistas nos Estados Unidos.
A pesquisa identificou também um aumento de 186% na retórica contra os Estados Unidos e forças de segurança americanas.
Segundo o relatório, os grupos usam termos como “imperialismo americano”, “globalizar a intifada”, “porcos” (em referência à polícia), “desfinanciar a polícia” e “AmeriKKKa” (grafia que associa os EUA à Ku Klux Klan) para expressar ódio ao país e incitar a desordem social.
Os autores do estudo destacam que esses movimentos, sob o rótulo de defesa da causa palestina, passaram a incorporar pautas radicais de ódio ao Ocidente, com defesa aberta do terrorismo e da substituição da soberania americana por uma entidade mitológica chamada “Ilha da Tartaruga”, inspirada em narrativas indígenas.
O levantamento revela que 30 das organizações analisadas operam dentro de universidades americanas e recebem, direta ou indiretamente, recursos públicos. Muitas delas têm status de entidades beneficentes, o que lhes garante isenção fiscal. A pesquisa recomenda a revisão desse benefício para grupos envolvidos com propaganda violenta.
A audiência das publicações subiu de 2,28 milhões para 23,3 milhões de visualizações após os ataques de outubro, e o engajamento com conteúdos antiamericanos disparou 2.167%.
As mensagens, segundo o estudo, equivalem à pregação de um novo tipo de terrorismo interno, com estímulo a vandalismo, assédio e violência como parte do cotidiano americano.
“O movimento deixou de ser apenas anti-Israel e se tornou claramente antiamericano. O financiamento público está alimentando grupos pró-terrorismo nas universidades. É preciso agir antes que isso vire rotina”, afirmou o pesquisador Ryan Mauro, responsável pelo estudo.
O relatório conclui que a descrição mais precisa para esses grupos seria “antiamericanos, antiocidentais, antipoliciais e pró-violência”, e alerta para riscos legais que podem incluir a perda de isenção fiscal por parte das entidades envolvidas.
Fonte: O Antagonista – Por Alexandre Borges./Foto: Abbad Diraneyya via Wikimedia Commons.