Durante congresso estadual do PSB realizado neste sábado (5), o prefeito do Recife, João Campos (PSB), fez um discurso contundente e adotou oficialmente uma postura de oposição ao Governo de Pernambuco, comandado por Raquel Lyra (PSD). Pela primeira vez, o gestor recifense fez críticas públicas à gestão estadual, sinalizando que o PSB pretende liderar a construção de uma alternativa para o Palácio do Campo das Princesas em 2026.
Sem citar nomes diretamente, João Campos criticou a forma como o governo trata seus aliados, comparando-os a “peças de motor”, que “quebram e são trocadas”. Em outro trecho do discurso, ele disparou: “Não dá para esconder números e tentar fazer a melhor fala do mundo. Se não for verdade, não tem aderência e nem coerência. Quem é assim, terá dificuldade de fazer política”.
O prefeito também apontou falhas na área da Saúde e questionou a condução do programa Ganhe o Mundo, alvo recente de denúncias feitas por estudantes. Além disso, resgatou os feitos das gestões do seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, e afirmou estar “muito animado” para os desafios que virão.
“Eu quero agradecer a todo mundo, porque a gente sabe que não é fácil estar na posição de oposição, mas esse time aqui aprendeu a andar de cabeça erguida. Esse time sabe fazer e não tem medo de vento que sopra de governo, porque nós estamos com o povo”, disse João, ao defender o fortalecimento do PSB em Pernambuco.
Na coletiva de imprensa que se seguiu ao evento, João reforçou sua fala: “O nosso time é um time que tem história, que tem lealdade, que tem tamanho, e que vai fazer uma grande oposição ao Governo do Estado, com correção, com equilíbrio, mas com princípio”.
Prestes a assumir a presidência nacional do PSB no final de maio, João Campos assegurou que o partido manterá uma atuação de “oposição responsável”, mas sem abrir mão da fiscalização rigorosa. “Vamos continuar marcando posições, identificando erros e votando naquilo que for necessário para o povo. Mas tudo com muita coerência”, finalizou.
Foto: Edson Holanda