A capital pernambucana mostrou mais uma vez que sabe fazer São João como ninguém. Na noite desta terça-feira (24), Dia de São João, o Recife se transformou em um grande palco de cultura, forró e tradição. Com dois dos maiores polos juninos da cidade – o Rio Branco e o Sítio Trindade – fervilhando de alegria, mais de 25 atrações embalaram o público, que se rendeu ao verdadeiro balancê nordestino.
No Sítio Trindade, o clima foi de emoção e pertencimento. Subiram ao palco nomes que representam com orgulho as raízes culturais do povo nordestino, como Coco do Juremá, Liv Moraes, Irah Caldeira, Fafá de Belém e Geraldinho Lins. Com vozes potentes e repertório carregado de identidade, eles transformaram a noite em uma verdadeira homenagem às tradições populares, encerrando as celebrações do dia com energia contagiante.
O prefeito João Campos, presente no evento, destacou o valor simbólico da festa. “Hoje, recebendo essa mulher do Pará e de Pernambuco, que é a Fafá de Belém, e Geraldinho Lins, celebramos a cultura do Norte e do Nordeste, dando boas-vindas ao Dia de São João”, comentou. Ele também ressaltou o papel das quadrilhas juninas como expressão viva da herança cultural do Recife. “É uma tradição que atravessa gerações. Crianças que dançam hoje provavelmente cresceram vendo seus pais e avós fazerem o mesmo. É essencial que o poder público ajude a manter isso vivo.”
E foi com esse espírito que a programação do Sítio começou ainda à tarde, com a final da 21ª edição do Concurso de Quadrilhas Juninas Infantojuvenis. Oito grupos emocionaram o público com coreografias impecáveis e muita criatividade, em uma disputa marcada por talento e paixão. A quadrilha Matutinho Dançante foi a grande vencedora, levando o prêmio de R$ 10 mil. O segundo e o terceiro lugares ficaram com R$ 7 mil e R$ 5 mil, respectivamente. Além disso, categorias como casamento, figurino, trilha sonora e desenvolvimento de tema também renderam prêmios aos destaques, com valores de R$ 750 para cada quesito.
Em tempos de tantas transformações, ver a tradição resistindo com força em cada canto da cidade é um lembrete de que o Recife segue dançando – firme, orgulhoso e com o coração em festa.
Foto: Edson Holanda.
