O céu do Brasil nunca esteve tão movimentado. Entre janeiro e maio de 2025, os aeroportos do país registraram um fluxo impressionante de 51,5 milhões de passageiros, número que estabelece um novo marco histórico na aviação nacional. O recorde anterior, de 2015, foi superado com folga, revelando um ritmo crescente de viagens e a retomada acelerada do setor aéreo, tanto para o turismo quanto para os negócios.
Os dados, divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos, mostram um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Apenas em voos domésticos, foram contabilizados 39,9 milhões de passageiros — um salto de 8,3%. Já as rotas internacionais atingiram 11,6 milhões de embarques e desembarques, representando um aumento ainda mais expressivo: 15,8%.
O mês de maio, em especial, foi um capítulo à parte nesse avanço: 8,2 milhões de passageiros cruzaram os céus brasileiros em voos nacionais, enquanto 2,1 milhões fizeram viagens internacionais. Ambas as marcas são as maiores já registradas no mês desde o início da série histórica da Anac, no ano 2000.
Para o ministro Silvio Costa Filho, esse desempenho reflete não apenas o fortalecimento da aviação no Brasil, mas também mais oportunidades de deslocamento para milhões de pessoas. “Estamos viabilizando sonhos, negócios e encontros. A aviação é uma ponte que conecta o país e movimenta a economia”, afirmou.
O impacto desse crescimento é visível nos principais terminais do país. Guarulhos (SP) lidera a lista com 11,6 milhões de passageiros, seguido de Congonhas (SP), com 9,5 milhões. Brasília ocupa a terceira posição, com 5,9 milhões, à frente de Confins (MG) e Viracopos, em Campinas. Aeroportos do Nordeste e Sul também se destacam: Recife recebeu 3,7 milhões de passageiros; Salvador, 2,9 milhões; Porto Alegre, 2,5 milhões; e o Santos Dumont, no Rio, 2,4 milhões.
Tomé Franca, secretário Nacional de Aviação Civil, celebra os resultados, mas olha adiante. “O desafio agora é acompanhar esse ritmo com investimentos em infraestrutura, qualidade de serviço e conectividade. O Brasil está voando mais alto, e precisamos garantir que cada pouso e cada decolagem estejam à altura desse novo momento.”
Entre decolagens e aterrissagens, o Brasil mostra que voltou a ocupar seu lugar de destaque no cenário da aviação mundial — e com mais gente viajando, descobrindo, trabalhando e sonhando.
Foto: Divulgação.
