O senador Romário (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira (25) que vai apresentar o projeto de Lei Juliana Marins, uma proposta que autoriza o governo federal a custear o translado e a cremação de corpos de brasileiros que morrerem no exterior, desde que suas famílias comprovem não ter condições financeiras para arcar com esses custos. A proposta surge em meio à repercussão do caso de Juliana Marins, publicitária de Niterói (RJ) que morreu após cair de um penhasco durante uma trilha na Indonésia.
“Não é privilégio. É dignidade. É estender a mão quando a família mais precisa”, escreveu Romário em uma publicação nas redes sociais. O caso de Juliana ganhou grande repercussão pública e expôs a dificuldade enfrentada por famílias que, em um momento de dor, precisam lidar com altos custos e burocracia para repatriar seus entes queridos.
A proposta, no entanto, provocou reações divididas entre os internautas. Enquanto muitos apoiaram a iniciativa, destacando o papel do Estado em situações humanitárias, outros questionaram se o uso de recursos públicos para esse tipo de despesa seria adequado. “As pessoas querem se divertir no exterior e, se der certo, tudo bem. Se der problema, na conta do governo. É só pagar seguro viagem”, comentou um seguidor no perfil do senador. Outro apontou: “Temos remédios faltando em farmácias, tratamentos oncológicos atrasados, tantos problemas…”.
Houve também quem destacasse os privilégios do alto escalão do funcionalismo público para defender a proposta: “Temos auxílio paletó, auxílio casa, auxílio gasolina… por que não pagar algo para o cidadão comum?”, questionou um terceiro comentário.
Enquanto o debate segue, a Prefeitura de Niterói anunciou que vai arcar com os custos para trazer o corpo de Juliana de volta ao Brasil. O prefeito Rodrigo Neves (PDT) informou que entrou em contato com a família e que o município garantirá o apoio necessário para o retorno da jovem, que será velada e sepultada em sua cidade natal. As datas do velório ainda dependem da liberação do corpo pelas autoridades da Indonésia.
A morte de Juliana, aos 36 anos, comoveu amigos, familiares e desconhecidos, e agora inspira uma possível mudança na legislação brasileira para oferecer suporte a famílias em momentos de perda tão dolorosa quanto inesperada.
