O deputado estadual Gilmar Júnior (PV) voltou a cobrar do Governo de Pernambuco soluções para a retenção indevida de macas do Samu nas unidades hospitalares do Estado. A denúncia, feita pelo parlamentar ainda em abril deste ano na tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), expôs a prática de uso das macas das ambulâncias como leitos improvisados nos hospitais, o que tem comprometido o tempo de resposta do serviço de urgência.
“Se alguém passa mal e precisa da ambulância do Samu, ela pode demorar a chegar, porque a sua maca está presa no hospital. Isso compromete a assistência e coloca vidas em risco”, criticou Gilmar, que representa os profissionais de enfermagem na Alepe.
Governadora promete solução
Durante evento no Procape (Pronto Socorro Cardiológico), no Recife, nesta quinta-feira (3), a governadora Raquel Lyra (PSD) comentou o problema e garantiu uma solução definitiva.
“Nunca mais vou reter maca. A meta é não reter nenhuma. Estou comprando 10 mil macas. Se precisar, compro 20 mil, 30 mil. Resolveremos isso de forma estrutural”, afirmou a gestora estadual.
Audiência e projeto de lei
Além da pressão parlamentar, o tema também será debatido em audiência pública convocada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), marcada para o dia 15 de julho, com o objetivo de discutir o impacto da retenção de macas no serviço de emergência.
Gilmar Júnior também apresentou o Projeto de Lei nº 2780/2025, que proíbe a retenção de ambulâncias do Samu e outros veículos de atendimento pré-hospitalar, sejam eles públicos ou privados. A proposta estabelece que a liberação da ambulância deve ocorrer imediatamente após a conclusão do transporte, sem necessidade de autorização da unidade de saúde ou de carimbo médico.
“Essa prática recorrente prejudica tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes que aguardam socorro. Nosso projeto busca garantir agilidade, autonomia e respeito ao serviço de urgência”, afirmou Gilmar.
O projeto segue em análise na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Alepe. Caso aprovado, pode representar um avanço na gestão e eficiência dos serviços de emergência em Pernambuco.
