Em pleno feriado do Dia da Independência, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou nesta sexta-feira (4) o megapacote fiscal e orçamentário aprovado pelo Congresso, classificando-o como “a maior vitória” de seu mandato até o momento. A assinatura aconteceu no gramado da Casa Branca, em evento festivo que reuniu aliados e apoiadores.
O projeto é considerado um marco da atual gestão republicana. Ele retoma e amplia medidas fiscais adotadas ainda no primeiro mandato de Trump, em 2017, promovendo cortes de impostos e redirecionamento de recursos federais — ao mesmo tempo em que amplia os investimentos em defesa e segurança de fronteira.
“Este é o maior corte de impostos da história americana, o maior corte de gastos de 1,7 trilhão de dólares, o maior investimento em segurança de fronteira da história e uma das modernizações militares mais importantes de todos os tempos”, afirmou o presidente, durante seu discurso.
Trump exaltou o ambiente econômico do país, dizendo que os EUA vivem um “clima que não se via há décadas”, citando “trilhões de dólares” em novos investimentos estrangeiros, fortalecimento da aliança da Otan e recordes no mercado de trabalho e nas bolsas de valores.
A nova lei prevê cortes estimados em cerca de 1 trilhão de dólares no financiamento de programas sociais como o Medicaid (plano de saúde público para famílias de baixa renda) e o SNAP (assistência alimentar). O governo argumenta que as mudanças visam eliminar fraudes e reduzir o que considera “gastos excessivos”.
Por outro lado, a legislação aumenta em aproximadamente US$ 170 bilhões os investimentos em segurança de fronteira e políticas de contenção da imigração ilegal, e destina mais US$ 150 bilhões à modernização das Forças Armadas.
A aprovação do pacote, no entanto, foi conquistada sem apoio da oposição. Trump criticou duramente os democratas, afirmando que “não deram um único voto porque o ódio pelo país, por mim, ou por ambos, é muito grande”.
*Com informações da Agência EFE
