O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (14) aplicar uma tarifa de aproximadamente 100% sobre os produtos oriundos da Rússia caso o presidente Vladimir Putin não firme um acordo de paz com a Ucrânia nos próximos 50 dias. A declaração foi feita durante uma reunião com o novo secretário-geral da Otan, Mark Rutte, no Salão Oval da Casa Branca.
“Uma das razões pelas quais você está aqui hoje é porque estou muito insatisfeito com a Rússia”, afirmou Trump, expressando frustração com a continuidade dos bombardeios russos em território ucraniano. O presidente norte-americano classificou a possível tarifa como “muito severa” e referiu-se a ela como uma “tarifa secundária”, termo usado para descrever sanções aplicadas não apenas à Rússia diretamente, mas também a entidades e países que mantêm comércio com o regime russo.
A reunião com Rutte também serviu para discutir o envio de sistemas de defesa antimísseis Patriot para a Ucrânia, que, segundo Trump, serão financiados pela União Europeia. A medida faz parte de um esforço mais amplo para reforçar o apoio militar ao governo ucraniano.
As declarações de Trump representam uma mudança de postura em relação a Vladimir Putin. Desde o início de seu novo mandato em janeiro, o presidente dos EUA havia adotado um tom mais conciliador, buscando aproximação com o Kremlin na tentativa de acelerar o fim do conflito. Em abril, quando anunciou sanções comerciais a vários países, a Rússia ficou de fora sob a justificativa de que já estava sob fortes penalidades.
O ponto de ruptura ocorreu em 3 de julho, durante uma ligação telefônica entre Trump e Putin. Segundo fontes próximas ao governo norte-americano, o líder russo foi categórico ao afirmar que não abriria mão de seus objetivos militares na Ucrânia, o que irritou profundamente o presidente dos Estados Unidos.
Desde então, Trump vem endurecendo suas declarações públicas e, com o anúncio da possível tarifa de 100%, ele sinaliza que novas medidas punitivas estão no horizonte caso não haja avanços concretos rumo a um cessar-fogo ou acordo diplomático.
*Com informações da Agência EFE
