Após a prisão do rapper Oruam, na última terça-feira (22), no Rio de Janeiro, o deputado estadual Pastor Júnior Tércio (PP) intensificou a cobrança pela aprovação da chamada Lei Anti-Oruam na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O projeto de lei, de sua autoria, visa impedir o uso de recursos públicos para apoiar eventos voltados ao público infantojuvenil que promovam o crime organizado ou incentivem o consumo de drogas ilícitas.
Oruam, investigado por envolvimento com facções criminosas, ganhou notoriedade por músicas que romantizam o tráfico de drogas e a violência, muitas vezes apresentadas em shows custeados com dinheiro público. A prisão do cantor reacende o debate sobre o tipo de conteúdo financiado pelo poder público e reforça a necessidade do projeto, atualmente em tramitação.
Pastor Júnior Tércio destacou que o caso confirma uma realidade já denunciada por ele: muitos artistas não apenas cantam sobre o crime, mas fazem parte dele. “A prisão de Oruam mostra o quanto é urgente impedir esse tipo de influência sobre a juventude”, afirmou o parlamentar, ressaltando a responsabilidade do poder público na seleção dos projetos culturais que apoia.
Para o deputado, a cultura e a arte desempenham papel fundamental na formação de valores e são ferramentas poderosas de transformação. No entanto, ele alerta que não se pode ignorar manifestações que glorificam o crime e colocam em risco o desenvolvimento de crianças e adolescentes, reforçando a importância da aprovação da Lei Anti-Oruam.
