O rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi Nepomuceno dos Santos, se entregou à Polícia Civil do Rio de Janeiro no fim da tarde desta terça-feira (22), na Cidade da Polícia, Zona Norte da capital fluminense. Acompanhado de sua noiva, Fernanda Valença, e de um advogado, o artista atendeu ao mandado de prisão preventiva expedido após uma série de acusações graves.
Oruam foi indiciado por tráfico de drogas, associação para o tráfico, lesão corporal, resistência qualificada, dano ao patrimônio público e desacato. Segundo a Polícia Civil, ele teria agredido agentes durante uma operação de busca e apreensão realizada em sua residência, no bairro do Joá, na noite da última segunda-feira (21).
Após a suposta agressão, o cantor fugiu para o Complexo da Penha, na Zona Norte, onde teria buscado abrigo. Pouco antes de se apresentar às autoridades, Oruam divulgou um vídeo em suas redes sociais dizendo que não é bandido e prometendo reerguer sua carreira musical.
“Vou me entregar, tropa. Não sou bandido. Desculpa aí todo mundo que acha que eu errei. Vou dar a volta por cima e vou vencer com a minha música”, declarou. Emocionado, ele também pediu apoio aos fãs: “Tô meio tonteado, muita gente me mandando mensagem. Depois eu vou voltar, tropa.”
Apesar da tentativa de justificar suas ações, o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, classificou o rapper como um “bandido da pior espécie”, ampliando a tensão em torno do caso.
A prisão de Oruam repercute fortemente no cenário artístico e nas redes sociais, onde o artista possui milhares de seguidores. O caso agora segue para investigação formal, e o rapper permanecerá detido à disposição da Justiça.
