A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) publicou nas redes sociais um vídeo em que afirma que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) estariam aliados em um suposto plano para taxar o sistema de pagamentos instantâneos Pix, criado pelo Banco Central do Brasil.
No vídeo, Tabata sustenta que políticos e grandes empresas americanas, como Visa, Mastercard, Meta e Amazon, teriam interesse direto em enfraquecer o Pix por conta dos prejuízos que o sistema gratuito impôs a modelos tradicionais de cobrança por transações financeiras. Segundo a deputada, o avanço do Pix comprometeu os lucros dessas companhias, que dominam o setor de pagamentos em diversas partes do mundo.
Utilizando recursos visuais como mapas, fichas com fotos de Trump, Bolsonaro e logotipos de corporações, Tabata argumenta que há uma articulação internacional contra a soberania tecnológica e econômica do Brasil. Para ela, o projeto de poder defendido por Trump — de manter a hegemonia de tecnologias norte-americanas sem regulação e concorrência — serviria também aos interesses do ex-presidente brasileiro.
“A proposta deles é manter o mundo usando tecnologia americana, sem concorrência, sem regulação”, afirmou a deputada no vídeo.
Tabata, no entanto, não apresentou provas concretas para embasar as acusações, o que tem gerado reações nas redes sociais. Segundo sua fala, Bolsonaro estaria colaborando com esse suposto movimento em troca de benefícios políticos e jurídicos, como uma possível blindagem judicial.
As imagens usadas no vídeo foram retiradas de publicações na plataforma X (antigo Twitter), mas até o momento não houve manifestações públicas de Trump, Bolsonaro ou das empresas citadas sobre as alegações.
Fotos: Reprodução X
