O governo dos Estados Unidos criticou duramente nesta quinta-feira (24) a decisão da França de reconhecer oficialmente o Estado da Palestina. A medida, anunciada pelo presidente francês Emmanuel Macron, gerou forte reação em Washington, que classificou a iniciativa como prejudicial aos esforços de paz e favorável à propaganda do grupo Hamas.
“Esta decisão irresponsável só serve à propaganda do Hamas e representa um retrocesso para a paz. É um tapa na cara das vítimas de 7 de outubro”, declarou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em publicação na rede social X.
Macron anunciou o reconhecimento formal da Palestina por meio de uma carta enviada ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Segundo o líder francês, a medida será oficializada em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, como parte do compromisso histórico da França com uma paz duradoura no Oriente Médio.
O gesto francês ocorre às vésperas de uma conferência em Nova Iorque, marcada para a próxima semana, que será liderada por França e Arábia Saudita com o objetivo de reforçar a solução de dois Estados como caminho para o fim do conflito. A proposta prevê a existência de um Estado palestino soberano convivendo com o Estado de Israel.
A decisão de Macron, no entanto, ampliou a tensão diplomática entre aliados ocidentais e reforçou a divergência sobre como lidar com a guerra em Gaza, especialmente após os ataques de 7 de outubro de 2023, atribuídos ao Hamas. Enquanto Paris reforça a necessidade de um Estado palestino para alcançar a paz, Washington insiste que o reconhecimento deve vir apenas ao final de um processo negociado entre as partes envolvidas.
*Com informações da Agência EFE
