A Justiça Eleitoral de Minas Gerais acatou, nesta sexta-feira (25), uma denúncia do Ministério Público Eleitoral contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e outros aliados por divulgação de vídeos com críticas ao prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, durante o período pré-eleitoral. A ação pode levar à inelegibilidade do parlamentar nas próximas eleições.
Também são alvos da denúncia os deputados estaduais Bruno Engler (PL) e Delegada Sheila (PL), além de Cláudia Araújo Romualdo, a Coronel Cláudia, presidente do PL Mulher em Minas. O MP alega que os envolvidos promoveram propaganda eleitoral antecipada e difamaram o atual prefeito ao tratar de passagens do livro Cobiça, de autoria de Fuad, publicado em 2020, que descreve uma cena de estupro coletivo envolvendo uma criança de 12 anos. Embora o prefeito tenha afirmado que se trata de uma obra de ficção, os parlamentares apresentaram o conteúdo como parte de uma campanha moral contra Noman.
O Ministério Público sustenta que, além de violar as regras eleitorais, Nikolas Ferreira desrespeitou ordens judiciais ao manter os vídeos em suas redes sociais, mesmo após determinação para removê-los. A denúncia destaca que o deputado, além de ignorar a decisão, debochou publicamente da Justiça, o que agravaria sua situação no processo.
Entre as medidas solicitadas pelo MP, estão a suspensão dos direitos políticos dos denunciados e o pagamento de indenização por danos morais coletivos, com os valores sendo destinados a instituições de caridade.
Nas redes sociais, Nikolas respondeu de forma breve à notícia, afirmando: “Querem calar milhões… mas estamos aqui e de pé”.
