O estoque da dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 7,88 trilhões em junho, registrando um crescimento de 2,77% em relação ao mês anterior, quando o montante era de R$ 7,67 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Tesouro Nacional e revelam que a dívida encerrou o mês fora da faixa estipulada no Plano Anual de Financiamento, que previa um intervalo entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões ao final de 2024.
De acordo com o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal, a alta foi impulsionada por uma emissão líquida de R$ 154 bilhões durante o período, além da incorporação de R$ 65,1 bilhões em juros. Os dois fatores contribuíram diretamente para o avanço do endividamento público.
O documento apresenta um panorama detalhado da composição da dívida interna e externa sob responsabilidade do Tesouro Nacional, além de informações sobre o programa Tesouro Direto, perfil de vencimentos, custo médio da dívida, reserva de liquidez e garantias honradas pela União. A trajetória da dívida pública é monitorada de perto pelo governo por seu impacto nas contas públicas, no cenário fiscal e nas taxas de juros da economia.
Com o aumento registrado em junho, o Tesouro Nacional deverá intensificar o acompanhamento das condições de mercado e o ritmo de emissões para manter o endividamento dentro de parâmetros sustentáveis até o fim do ano.
