A deputada federal Carla Zambelli foi presa nesta terça-feira (29) em território italiano, em ação coordenada entre a Polícia Federal do Brasil e a polícia local. A prisão foi confirmada por Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, que destacou a importância da cooperação internacional no caso. Zambelli foi levada para uma delegacia italiana e, segundo as autoridades, o país europeu tem um prazo de 48 horas para decidir se a manterá presa, a colocará em prisão domiciliar ou se autorizará sua extradição ao Brasil.
A parlamentar havia sido condenada em maio por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica, após ter orientado o hacker Walter Delgatti Neto a inserir documentos falsos, incluindo um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Desde então, ela deixou o país pela fronteira com a Argentina e foi localizada na Itália, onde tem cidadania.
Em junho, seu nome foi incluído na lista de procurados da Interpol. Zambelli também é alvo de outros dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal: o das fake news, que investiga a propagação de informações falsas e ataques à Corte, e o das milícias digitais, que apura supostas articulações antidemocráticas após as eleições de 2022.
A prisão reacende o debate sobre os limites da imunidade parlamentar e o avanço das investigações sobre ações coordenadas contra instituições democráticas.
Com informações do G1 – Blog da Andréia Sadi./Foto: Lula Marques.
