A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (30) a Operação Caixa Preta, que investiga um suposto esquema de compra de votos durante as eleições municipais de 2024 em Roraima. Entre os principais alvos estão o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, a deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR) e seu marido, o empresário Renildo Lima.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa de Xaud e na sede da CBF, no Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 10 milhões das contas dos investigados. As investigações ganharam força após a prisão em flagrante de Renildo Lima, em setembro do ano passado, quando ele foi encontrado com R$ 500 mil em espécie — parte do valor escondido na cueca.
Samir Xaud, que assumiu a presidência da CBF em maio de 2025 como o dirigente mais jovem da história da entidade, é aliado político de Helena da Asatur, ambos filiados ao MDB de Roraima. Xaud já havia se lançado candidato a deputado federal em 2022, mas não se elegeu.
Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Futebol informou que a operação não está relacionada às atividades da entidade ou ao futebol nacional. A CBF destacou ainda que Samir Xaud “não é o centro das apurações”, que nenhum equipamento foi apreendido na sede e que o dirigente está colaborando com as autoridades.
As investigações seguem em andamento sob sigilo, e os envolvidos poderão ser chamados a prestar depoimento nos próximos dias.
Fotos: Rafael Ribeiro/CBF // Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados.
