O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação oficial, com a convocação de um grande júri, para apurar uma suposta conspiração contra o ex-presidente Donald Trump relacionada às eleições de 2016. A ordem partiu da procuradora-geral Pam Bondi, que determinou a medida após receber uma denúncia formal da diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard.
De acordo com informações da Fox News, Gabbard apontou possíveis irregularidades cometidas por altos funcionários do governo Barack Obama, os quais teriam articulado uma estratégia para deslegitimar a vitória eleitoral de Trump. A denúncia menciona que, em dezembro de 2016, ainda durante o mandato de Obama, membros do Conselho de Segurança Nacional se reuniram para organizar uma revisão das alegadas interferências russas no pleito, com base em informações consideradas fabricadas ou não confiáveis.
Entre os nomes citados na suposta conspiração estão figuras de peso da antiga administração democrata, como o ex-diretor de Inteligência Nacional James Clapper, o ex-diretor da CIA John Brennan, a ex-conselheira de segurança Susan Rice e o ex-secretário de Estado John Kerry. Segundo o relato, o próprio presidente Obama teria autorizado a iniciativa, que culminou em um relatório produzido sob critérios questionáveis.
Pam Bondi determinou que um procurador federal apresente as provas reunidas até o momento ao grande júri, o que pode resultar em possíveis acusações formais contra os envolvidos. A procuradora também montou uma equipe interna no Departamento de Justiça para avaliar os documentos encaminhados por Gabbard, muitos dos quais foram recentemente desclassificados.
A investigação reacende o debate sobre a chamada “trama russa”, que motivou, à época, um inquérito conduzido pelo FBI sob o comando de James Comey — posteriormente demitido por Trump após assumir a presidência. As novas alegações levantam dúvidas sobre a origem e os objetivos daquele inquérito, considerado por apoiadores de Trump como um instrumento de perseguição política.
O caso promete ter forte repercussão no cenário político norte-americano, especialmente diante do ambiente polarizado que marca a corrida eleitoral de 2026.
*Com informações da Agência EFE
