O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o grupo Hamas “não quer um acordo” de cessar-fogo na Faixa de Gaza, após a divulgação de vídeos que mostram dois reféns israelenses em estado de extrema magreza. A declaração foi feita por meio de comunicado oficial divulgado pelo seu gabinete, em que o premiê classificou o material como “vídeos de terror” usados como arma de propaganda.
“E quando vejo isso, entendo exatamente o que o Hamas quer. Não quer um acordo. Quer nos quebrar através desses vídeos de terror, através da falsa propaganda de terror que difunde por todo o mundo”, declarou Netanyahu. Ele ainda destacou que as imagens lhe conferiram “uma determinação ainda mais firme” para libertar os 50 reféns vivos mantidos no enclave palestino desde outubro de 2023, “eliminar o Hamas” e “garantir que Gaza não represente mais uma ameaça para Israel”.
Comparando os métodos do Hamas aos crimes cometidos pelo regime nazista, Netanyahu acusou o grupo de privar os reféns de alimentação. “Vocês os veem definhando no calabouço. Mas os monstros do Hamas que os cercam têm braços de carne grossa. Eles têm tudo o que precisam para comer. Estão os matando de fome como os nazistas matavam de fome os judeus”, disse.
O líder israelense relatou ainda que ficou “chocado” ao ver as imagens dos prisioneiros e telefonou às famílias dos jovens para prestar solidariedade. Os vídeos, divulgados separadamente pela Jihad Islâmica e pelo próprio Hamas, mostram Rom Braslavski, de 22 anos, e Evyatar David, de 24, ambos com aparência debilitada e visivelmente desnutridos.
De acordo com autoridades israelenses, os dois estão entre os 20 reféns supostamente vivos em Gaza, junto a outros 30 que teriam morrido em cativeiro. As famílias de Braslavski e David autorizaram a publicação das imagens para denunciar as condições degradantes em que seus filhos se encontram.
*Com informações da Agência EFE
