Pernambuco encerrou o mês de junho com um desempenho expressivo na geração de empregos formais. De acordo com dados do Novo Caged, divulgados nesta segunda-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o estado contabilizou um saldo positivo de 5.179 novos postos com carteira assinada, resultado de 52.697 admissões e 47.518 desligamentos. O bom momento confirma a trajetória de recuperação econômica e avanço do mercado de trabalho pernambucano.
A governadora Raquel Lyra (PSD) comemorou os números e destacou a importância do resultado para a população. “Pernambuco está crescendo novamente, de maneira constante e sustentável. É de uma satisfação sem tamanho constatar que a nossa gente está voltando a ter a sua carteira assinada, está tendo a sua dignidade devolvida, como nunca deveria ter deixado de ser. E muito mais está por vir”, afirmou.
No acumulado do primeiro semestre de 2025, Pernambuco soma 25.366 empregos formais gerados, ocupando a terceira colocação na região Nordeste. Desde o início da atual gestão estadual, já foram criadas 136.417 vagas com carteira assinada. Outro indicador que se destacou foi o salário médio de admissão, que chegou a R$ 1.937,41 em junho, superando a média nordestina de R$ 1.933,77. O valor representa um aumento real de 1,5% em relação ao mês anterior e de 1% na comparação anual.
Um dos destaques do desempenho no mercado de trabalho está na participação feminina. No primeiro semestre de 2025, as mulheres foram responsáveis por 67% das vagas geradas no estado, com 16.956 novos postos de trabalho. Em junho, das mais de cinco mil novas vagas, 2.677 foram ocupadas por mulheres, contra 2.502 por homens. O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Guilherme Cavalcanti, ressaltou a relevância desse dado: “São mães de família que estão aproveitando esse momento tão positivo para Pernambuco, sobretudo no setor de serviços”.
Em junho, Pernambuco ficou na quarta colocação em geração de empregos no Nordeste, atrás da Bahia, Ceará e Maranhão. O setor de Serviços manteve-se como o principal impulsionador da economia estadual, criando 2.128 novas vagas, com destaque para atividades de informação, comunicação, finanças, áreas profissionais e administrativas.
A Indústria foi o segundo setor com maior saldo positivo, com 1.394 novos empregos, alavancado principalmente pela indústria de transformação, com destaque para o refino e fabrico de açúcar. O Comércio também teve bom desempenho, gerando 960 vagas, seguido pela Agropecuária, com 401 novos postos, principalmente pelo cultivo de uva, e a Construção Civil, que contribuiu com 296 empregos formais.
