Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, no Dia dos Pais, Gilberto Gil falou com emoção sobre a perda da filha Preta Gil. O cantor revelou que, apesar da tristeza, já vinha se acostumando com a situação desde o diagnóstico grave da filha, há quase três anos. “Preta era uma menina muito cheia de vida, muito intensa no sentido afetivo. Ao mesmo tempo, ela já vinha com um sofrimento prolongado de quase três anos. As expectativas em relação à possibilidade de ela se curar eram pequenas”, disse Gilberto.
Ele afirmou que, apesar do luto, continuará seus compromissos profissionais, especialmente a turnê Tempo Rei, em homenagem à filha. “A morte faz parte da vida e a gente segue, né? Ela era cantora! Cantava! Dizia em vários momentos da doença: ‘Vai cantar! Vai pai, vambora!’. Voltar a cantar por aí é um respeito ao caráter profundo da personalidade dela”, acrescentou.
Sobre as cinzas de Preta, Gilberto contou que a vontade dela era que fossem distribuídas entre familiares e amigos. “Tem gente que quer usar as cinzas para fazer uma espécie de joia. Tem gente que quer ter um tiquinho das cinzas em casa. Talvez jogar um pouquinho no jardim de uma das casas, no mar da Bahia”, explicou.
Gilberto também revelou que não houve uma “última conversa” definitiva, pois, segundo ele, “o mistério da vida continuava tão intenso quanto o mistério da morte”. Ele acompanhou o tratamento de Preta, inclusive nos Estados Unidos, na tentativa de garantir o máximo conforto para a filha.
Ao lembrar de Preta, o cantor se emocionou e sorriu ao dizer que ela era “talvez a mais espevitada de todos os filhos”, destacando sua alegria e força. Sobre o legado deixado, Gilberto destacou a paixão pela música e a inspiração que Preta sempre foi para a família: “Ela viveu uma vida que nos ensina muita coisa, nos indica direções, escolhas a serem feitas, valores a serem cultivados. Era entusiasta de viver para que a vida seja melhor para ela e para todos. É o que fica dela, além da saudade.”
*Com informações da Agência AE
