A Justiça do Piauí determinou a suspensão do show do DJ Alok e de outras três atrações previstas para os festejos de Cocal, marcados entre 11 e 14 de agosto, alegando incompatibilidade com o estado de emergência e calamidade financeira decretado pelo município em janeiro deste ano. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público do Piauí (MPPI), que estimou que os gastos com o evento poderiam ultrapassar R$ 3 milhões.
O juiz Anderson Brito da Mata, da Vara Única de Cocal, destacou que o próprio município havia declarado risco de comprometimento na prestação de serviços essenciais à população no início de 2025, e considerou incoerente que, em menos de cinco meses, a cidade tivesse migrado de um quadro de “penúria financeira” para uma situação de conforto econômico.
A decisão também proibiu a assinatura de contratos com outros artistas para o evento, sob pena de multa de R$ 3 milhões, e determinou a retirada de outdoors com imagens do prefeito Cristiano Britto (Republicanos-PI) e de sua esposa, sob multa diária de R$ 50 mil.
Apesar da determinação judicial, o prefeito afirmou que recorreu e que o evento está mantido, alegando que os cachês dos artistas seriam pagos com recursos de emendas e verbas estaduais. Além de Alok, o festival inclui apresentações de Natanzinho Lima, Hungria Hip Hop e da banda Anjos de Resgate.
