O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (13) que, em diversos pontos, o Brasil é “muito mais democrático” que os Estados Unidos. Durante a abertura da 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária (Conaes), Lula comparou a postura das instituições brasileiras com a americana, citando como exemplo o episódio da invasão ao Capitólio, em 2021. Segundo ele, se algo semelhante tivesse ocorrido no Brasil, o então presidente dos EUA, Donald Trump, já estaria sendo julgado.
O petista criticou a conduta de Trump e disse que ela representa “um mau exemplo para a humanidade”, lembrando que, por décadas, os EUA se apresentaram como modelo democrático e de oportunidades. “Nós até perdoamos eles pelo envolvimento no golpe de 1964”, acrescentou.
Lula também reprovou a decisão de Trump de cassar os vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), classificando a medida como incompatível com a postura que se espera de um presidente norte-americano. O presidente brasileiro afirmou que seu governo tem demonstrado disposição para o diálogo internacional, mas que “não encontra interlocutores” para negociações.
No discurso, reforçou o compromisso com a participação popular e com políticas públicas, declarando que não permitirá o retorno de “tranqueiras” ao comando do país, numa referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também rebateu acusações internacionais de que o Brasil estaria perseguindo o ex-mandatário, afirmando que essas críticas revelam desconhecimento sobre a Constituição brasileira.
Lula concluiu sua fala defendendo a necessidade de tempos de paz e acusando Trump de tentar enfraquecer o multilateralismo.
*Com informações da Agência AE
