A política brasileira ganhou um novo protagonista: a Federação União Progressista (UPB), formada pela união entre União Brasil (UNIÃO) e Progressistas (PP). A oficialização ocorreu nesta terça, 19, em cerimônia conjunta dos dois partidos, marcando o início de um reposicionamento no quadro partidário brasileiro.
Em Goiana, a novidade já repercute de imediato. A Câmara Municipal passa a contar com uma federação robusta de nove vereadores. Pelo União Brasil, estão Alexandre Carvalho, Cid do Caranguejo, Ibson Gouveia, Ramon Aranha e Xande da Praia. Já o PP entra com André dos Errados, Ana Diamante, Thiago Viana e Paula Brito. O bloco nasce com forte representação na Casa José Pinto de Abreu, reunindo tanto nomes ligados à base do prefeito Marcilio Régio quanto parlamentares independentes. Inclusive contando com a participação do próprio Marcílio e do ex-prefeito Eduardo Honório.

No cenário nacional, a UPB se apresenta como uma “superfederação” de peso. O grupo já soma 12.398 vereadores, 1.335 prefeitos, 186 deputados estaduais, quatro distritais, seis governadores — entre eles o presidenciável Ronaldo Caiado (GO) —, além de quatro vice-governadores e 1.183 vice-prefeitos. Números que a colocam imediatamente como uma das maiores forças políticas organizadas do país.
A condução da federação será compartilhada até o fim de 2025 entre o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda. A partir de 2026 e até 2029, o comando ficará exclusivamente nas mãos de Rueda.
Com a oficialização, a União Progressista passa a ter direito à maior fatia dos recursos públicos destinados a partidos no Brasil. Serão R$ 953,8 milhões provenientes do fundo eleitoral e R$ 197,6 milhões do fundo partidário, valores referentes a 2024 e que deverão crescer proporcionalmente nos próximos anos.
O nascimento da UPB reposiciona forças, redesenha estratégias e promete intensificar a disputa política em todas as esferas do poder.
