A comunicóloga Maria Beatriz da Silva Sato Rosa, mais conhecida como Bia Lula, neta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), elogiou o papel da primeira-dama Janja da Silva, destacando sua atuação prática e próxima do povo. Em entrevista ao colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Bia afirmou que Janja “não é uma primeira-dama típica” e sofre críticas motivadas por machismo e “fogo amigo” dentro e fora do governo.
Segundo Bia, Janja tem contribuído para humanizar a imagem de Lula, mostrando momentos do presidente plantando árvores, pescando ou cuidando de animais abandonados. “Ela traz de volta um olhar mais humano para meu avô, que tinha se perdido com tantos escândalos, prisão, notícias ruins”, disse a neta. Para Bia, os vídeos gravados pela primeira-dama ajudam a blindar a imagem do presidente e aproximá-lo da população.
Bia também criticou comparações entre Janja e Michelle Bolsonaro, afirmando que a primeira-dama gosta de trabalhar e “botar a mão na massa”, cumprindo suas funções por convicção, sem receber salário. “Sempre trabalhou na área, e muita gente não entende. Cumpre bem seu papel, e as pessoas sempre vão falar, porque é mulher, porque é esposa do presidente, porque aparece mais do que o esperado. Mas eu acho que ela faz um ótimo trabalho”, completou.
Além de comentar sobre Janja, Bia Lula falou sobre sua própria iniciativa de gravar vídeos de teor político. Ela revelou que teve o apoio de Lula para os conteúdos, e que sua intenção é informar o público de forma clara e dinâmica, sem atrapalhar o governo.
Questionada sobre uma possível carreira política, a neta do presidente disse não descartar a ideia, mas ponderou que ainda é cedo para definir planos. “Tudo é uma construção. Até daqui a quatro anos, é tempo de estudo, diálogo, participação, leitura, pesquisa. Não quero chegar a um Congresso ou à Câmara sem preparo”, afirmou.
