O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início na próxima terça-feira (2) a um dos julgamentos mais aguardados da história recente do país: o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus acusados de participação em um plano de golpe de Estado. A mobilização em torno do caso já é considerada inédita, com 501 jornalistas credenciados e 3.357 pessoas inscritas para acompanhar as sessões.
Ao longo de cinco encontros — nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro — os ministros analisarão acusações que envolvem tentativa de golpe, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado e destruição de patrimônio tombado. O resultado deve ser anunciado no encerramento, marcado para o dia 12.
A grande procura por acesso obrigou o tribunal a organizar uma operação especial. A sala da Primeira Turma, local do julgamento, tem espaço limitado e comporta apenas 80 jornalistas. Para atender à demanda, foi montado um telão com cadeiras na área externa, restrita a profissionais da imprensa. Já para o público em geral, foram liberados 150 assentos por sessão, com distribuição mediante autorização prévia.
Além de Bolsonaro, também sentam no banco dos réus o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o general Augusto Heleno, o tenente-coronel Mauro Cid, o general Paulo Sérgio Nogueira e o general Walter Braga Netto.
O julgamento histórico promete transformar a Praça dos Três Poderes em palco de atenção nacional e internacional, com cobertura maciça da imprensa e expectativa de grande repercussão política e social.
Foto: Sérgio Lima/Poder360
