O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou neste domingo (14) um artigo no jornal norte-americano The New York Times em que acusa os Estados Unidos de buscarem “impunidade” para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por meio da imposição de tarifas comerciais e da aplicação da Lei Magnitsky. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na última quinta-feira (11), por tentativa de golpe de Estado, em julgamento que provocou críticas de setores políticos nos EUA.
No texto, Lula elogiou a decisão da Suprema Corte, classificando-a como “histórica” por salvaguardar as instituições e o Estado democrático de direito. O presidente brasileiro afirmou ainda que está disposto a negociar com Washington em temas de interesse mútuo, mas ressaltou que “a democracia e a soberania brasileira não estão na mesa”.
O petista também rebateu argumentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e a investigação sobre práticas comerciais. Segundo Lula, não há base para alegações de favorecimento ao sistema de pagamentos Pix, que, de acordo com ele, ampliou a inclusão financeira no país.
Lula negou ainda que o julgamento de Bolsonaro represente uma “caça às bruxas”, expressão usada pelo presidente Donald Trump e pelo secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo o presidente, as investigações revelaram um plano que incluía atentados contra ele, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
O artigo também contestou críticas sobre suposta censura a empresas de tecnologia americanas. Lula argumentou que todas as plataformas digitais estão sujeitas às mesmas leis no Brasil e defendeu a regulação como medida de proteção contra fraudes, desinformação e discurso de ódio.
*Com informações da Agência AE
