O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não deseja ir para o céu e quer viver 120 anos para contribuir com o planeta durante discurso sobre desmatamento e incêndios florestais, no dia 4 de setembro. Lula destacou a necessidade de integrar a Amazônia ao restante do país e promover uma exploração sustentável da floresta, garantindo a reposição de recursos naturais e sua preservação.
“Eu não tenho como saber se tem outro planeta. Eu estou tão pessimista que eu não quero nem ir para o céu. Eu quero viver 120 anos, então se alguém quiser ir para o céu no meu lugar, eu estou dando minha vaga. Eu estou aqui esperando, porque eu quero ajudar a construir esse mundo que somente nós poderemos construir”, declarou o presidente.
Durante o discurso, Lula enfatizou que a preservação da Amazônia deve ser combinada com uso responsável dos recursos, defendendo o emprego de tecnologia e logística, como drones, barcos e caminhões, para apoiar ações de proteção ambiental. “Nós não somos daqueles que achamos que a Amazônia é um santuário que não se pode mexer numa folha. Ela tem que ser explorada de forma correta, responsável, tirando aquilo que a gente pode tirar e repondo o que precisa ser reposto, garantindo que a floresta continue sendo fundamental para a sobrevivência do planeta”, disse.
Não é a primeira vez que Lula manifesta o desejo de permanecer na Terra. Em junho, durante o Fórum Econômico Brasil-França, ele afirmou que prefere ficar no mundo físico para realizar suas ações: “Outro dia vi uma matéria que já nasceu o homem que vai viver 120 anos. Então, me bateu uma ideia: por que não eu? Posso viver aqui e fazer minha parte. O céu deve ser maravilhoso, mas prefiro ficar na Terra”.
O discurso reforça o posicionamento do presidente em relação à sustentabilidade e à preservação ambiental, ao mesmo tempo em que revela seu compromisso pessoal com a construção de políticas voltadas à proteção da Amazônia e ao desenvolvimento sustentável do país.
