Em um ato carregado de simbolismo político, a governadora Raquel Lyra (PSD) sancionou nesta segunda-feira, no Palácio do Campo das Princesas, a lei que autoriza Pernambuco a contratar um empréstimo de R$ 1,5 bilhão destinado a obras de infraestrutura em todo o estado. O projeto, que passou mais de 170 dias em tramitação na Assembleia Legislativa, foi considerado pela chefe do Executivo como uma vitória estratégica para seu governo.
A solenidade chamou atenção pela presença de 23 deputados estaduais, um número expressivo que reforça o gesto de apoio político à governadora, que ainda aguarda a votação de outras três operações de crédito na Alepe. A presença maciça foi interpretada como um passo importante para inaugurar uma nova fase na relação entre o Executivo e o Legislativo, fortalecendo a base governista.
“R$ 1,5 bilhão vai se transformar em mais qualidade de vida para a população pernambucana. A marca dessa operação de crédito, do suor e do trabalho de cada um que está aqui da Assembleia Legislativa, vai poder ser reverberada no território, no chão, na vida das pessoas”, destacou Raquel, em tom otimista.
A governadora também fez questão de enfatizar a importância da fiscalização, tanto por parte da oposição quanto da imprensa, mas criticou qualquer tentativa de travar os avanços do estado. “Uma oposição verdadeira vota o empréstimo e fiscaliza a execução dos recursos, e isso é bom para a democracia, é bom para mim. Fiscalizem o nosso governo, porque isso traz transparência e mais entrega, mas não atrasem o desenvolvimento de Pernambuco, impedindo o acesso a crédito”, completou.
Entre os parlamentares presentes estavam nomes de diferentes partidos, como Nino de Enoque (PL), Cleiton Collins (PP), Aglailson Victor (PSB), Izaías Régis (PSDB), João Paulo (PT), Luciano Duque (SD), Roberta Arraes (PP), Antônio Moraes (PP) e Jarbas Filho (MDB), além da líder do governo, Socorro Pimentel (UB).
A assinatura da lei representa não apenas a liberação de recursos que prometem transformar a infraestrutura do estado, mas também um movimento de recomposição política, onde governo e Assembleia parecem caminhar em sintonia para destravar pautas cruciais para Pernambuco.
