A votação da chamada PEC da blindagem, que restabelece a possibilidade de votação secreta para autorizar processos criminais contra parlamentares, movimentou a bancada de Pernambuco na Câmara dos Deputados. O texto, aprovado nesta quarta-feira (17) por 314 votos a 168, segue agora para o Senado, mas deixou claro como os deputados pernambucanos se posicionaram diante do tema.
Entre os que votaram a favor da volta do voto secreto estão Waldemar Oliveira (Avante), André Ferreira (PL), Coronel Meira (PL), Fernando Rodolfo (PL), Pastor Eurico (PL), Clarissa Tércio (PP), Eduardo da Fonte (PP), Lula da Fonte (PP), Augusto Coutinho (Republicanos), Fernando Monteiro (Republicanos), Ossesio Silva (Republicanos), Guilherme Uchoa (PSB) e Felipe Carreras (PSB). Também no União Brasil, Fernando Coelho Filho apoiou a medida.
Já os que rejeitaram a proposta foram Renildo Calheiros (PCdoB), Eriberto Medeiros (PSB), Lucas Ramos (PSB), Pedro Campos (PSB), Carlos Veras (PT), Clodoaldo Magalhães (PV), Túlio Gadêlha (Rede), Maria Arraes (Solidariedade) e Mendonça Filho (União Brasil).
O resultado mostra um cenário de divisão entre os pernambucanos: de um lado, nomes ligados à base conservadora defenderam o retorno do voto secreto, justificando a prerrogativa como forma de proteger a independência do Parlamento; de outro, parlamentares da oposição e centro-esquerda classificaram a medida como um retrocesso na transparência do Legislativo.
Com o placar nacional consolidado, caberá agora ao Senado decidir se a proposta que reacende o debate sobre blindagem parlamentar será mantida ou rejeitada.
