Em um discurso carregado de emoção e firmeza, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu prometeu nesta quinta-feira (16) repatriar “até o último” corpo dos reféns israelenses ainda mantidos na Faixa de Gaza. A declaração foi feita durante uma cerimônia em homenagem aos mortos da guerra, realizada no Monte Herzl, em Jerusalém, com a presença de autoridades e familiares das vítimas.
Netanyahu afirmou que 19 corpos de reféns ainda permanecem em poder do Hamas e garantiu às famílias que todos serão trazidos de volta a Israel. “Prometemos repatriar todos, até o último deles”, declarou o premiê, sendo aplaudido pelos presentes.
Durante o discurso, o líder israelense relembrou o massacre de 7 de outubro de 2023, quando mais de mil israelenses foram mortos em ataques do grupo islâmico, classificando o episódio como “um genocídio real”. Ele criticou as acusações internacionais de que Israel estaria cometendo genocídio em Gaza, dizendo tratar-se de “um genocídio fictício criado por detratores antissemitas”.
“Foi um assassinato monstruoso, um massacre impiedoso de bebês, crianças, adultos e idosos. Se esses assassinos pudessem, teriam massacrado cada um de nós”, afirmou Netanyahu, sob forte comoção do público.
O primeiro-ministro também destacou que a luta contra o terrorismo ainda não terminou, e que Israel continua agindo com força para garantir sua segurança. “Qualquer um que ataque Israel sabe que pagará um preço alto por sua agressão”, disse, dirigindo-se ao presidente Isaac Herzog, presente na cerimônia.
Netanyahu ressaltou que as Forças de Defesa de Israel mudaram o foco da operação para combater diretamente “o regime fanático do Irã e suas ramificações terroristas”. Em tom triunfante, afirmou: “Chegamos ao cume do Monte Hermon e aos céus de Teerã”, em referência ao bombardeio ao programa nuclear iraniano realizado em junho.
O premiê descreveu Israel como “a barreira do Oriente Médio contra as forças destrutivas do Islã radical”, afirmando que o país está na “linha de frente do confronto entre a barbárie e a iluminação, entre a crueldade sem limites e a humanidade”.
Ao final, Netanyahu dirigiu palavras de consolo às famílias dos soldados mortos na ofensiva em Gaza, exaltando seu sacrifício em defesa da nação. “Sabemos, membros das famílias enlutadas, que não há substituto para aqueles que perdemos. Mas é graças a eles que nossas vidas continuam seguras”, concluiu, emocionado.
*Com informações da Agência EFE
