A Prefeitura de Igarassu mais uma vez enfrenta reclamações de servidores municipais devido ao atraso no pagamento de salários. O novo episódio reacende o debate sobre a falta de planejamento financeiro da gestão e o uso questionável dos recursos públicos.
De acordo com dados oficiais do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), a folha de pagamento da Prefeitura já alcança cerca de 61% da receita corrente líquida, ultrapassando o limite máximo de 54% determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O valor mensal com pessoal, segundo os registros, chega a aproximadamente R$ 22 milhões.
Enquanto servidores reclamam de atrasos, cresce a percepção de que a máquina pública municipal está inchada com cargos comissionados e contratações de pessoas de fora da cidade — o que agravaria a situação fiscal e explicaria a escassez de recursos para quem efetivamente trabalha nos serviços públicos de Igarassu.
A situação reforça o cenário de instabilidade administrativa que a cidade enfrenta. Falta de transparência, atrasos recorrentes e gastos acima do limite legal consolidam a imagem de uma gestão que, em vez de priorizar o servidor e o serviço público, acumula polêmicas e descontrole financeiro.

Foto da prefeitura: Ivonildo Pedro
