O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai gastar 57% a mais do que o previsto na reforma da Praça dos Três Poderes, em Brasília. O valor da obra, que deve começar ainda em novembro, subiu de R$ 22 milhões para R$ 34,7 milhões, um acréscimo de mais de R$ 12 milhões.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável pela reforma, explicou que o aumento se deve à inclusão de custos de administração da obra e de um projeto cultural ligado à revitalização, que engloba um extenso programa de educação patrimonial, uma exposição móvel e outras atividades. Apenas o projeto cultural terá custo de mais de R$ 5 milhões. A reforma será financiada com verbas da Petrobras e do BNDES por meio da Lei Rouanet.
A Praça dos Três Poderes, projetada por Oscar Niemeyer e idealizada por Lúcio Costa, é o centro simbólico de Brasília e abriga os palácios dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além da Chama Eterna da Democracia. A obra prevê recuperação completa do piso e das estruturas comprometidas, restauro de obras de arte e monumentos, modernização da iluminação, instalação de câmeras de segurança, melhorias na acessibilidade, sinalização turística e novos espaços de convivência com bancos e cobertos.
O projeto executivo da reforma custou R$ 744 mil e foi elaborado por um escritório de arquitetura de Santa Catarina. Inicialmente, a previsão era começar a obra até julho deste ano, com investimento de R$ 22 milhões, mas o prazo e o orçamento foram revisados. Segundo o presidente do Iphan, Leandro Grass, a praça é “a mais importante do Brasil, pois reúne os três poderes e representa a democracia e a inclusão social”.
O governo federal retirou a responsabilidade da administração distrital ao incluir a obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), assumindo diretamente a revitalização. A primeira etapa da reforma está prevista para ser concluída em 2026.
*Com informações da Agência AE
