Durante a cúpula de líderes da COP30, em Belém, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, responsabilizou o que chamou de “capitalismo selvagem” pelos efeitos da crise climática global. Em discurso contundente, o chanceler afirmou que o modelo econômico atual está por trás do “derretimento das geleiras, da desertificação, da perda de solos férteis e das ondas extremas de calor e frio”.
“Um imperialismo voraz e sedento por petróleo e recursos que, em vez de se corrigir para frear as mudanças climáticas, tornou-se mais feroz e desumano”, declarou Gil, em tom de crítica direta às grandes potências industriais.
O representante venezuelano também acusou as corporações transnacionais de agirem como “potências paralelas” que violam o direito internacional e “ocupam territórios soberanos com total impunidade”. Segundo ele, o discurso ocidental sobre transição energética “não passa de uma farsa”.
“O que se apresenta como transição energética não é uma mudança em direção à sustentabilidade, mas uma nova forma de dominação”, afirmou o chanceler, ao defender uma alternativa global “justa, soberana e humana”.
Yván Gil concluiu pedindo que os países em desenvolvimento se unam para “descolonizar a economia, a tecnologia e a energia”, substituindo o capitalismo predatório por um sistema baseado na cooperação, na solidariedade e na justiça climática.
Com informações da Agência EFE.
