O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu neste sábado (8) a escolha do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), atual secretário de Segurança Pública de São Paulo, como relator do projeto de lei que cria o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, enviado pelo governo federal. A decisão gerou reações negativas de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas Motta afirmou que seguirá o regimento da Casa e que o tema exige responsabilidade.
“Vou conduzir as discussões com respeito ao regimento, mas com a firmeza de quem conhece a urgência das ruas. O país pode divergir em muitas coisas, mas na defesa da vida e da segurança, o Brasil precisa andar junto”, declarou o parlamentar em publicação na rede social X.
O projeto deve ser votado na próxima semana, em sessões semipresenciais devido à realização da COP30, em Belém (PA). Derrite apresentou nesta sexta-feira (7) um parecer que propõe o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas, ponto que enfrenta resistência do Palácio do Planalto.
Motta também afirmou que o momento exige “maturidade” e cooperação entre os Poderes. “É hora de colocar todos na mesma mesa — governo, Congresso e sociedade — e trabalhar juntos por um projeto que una o Brasil no que realmente importa: garantir segurança à nossa sociedade”, disse.
Antes de confirmar o nome do relator, o presidente da Câmara comunicou a decisão à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e ao líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE). Ambos criticaram a escolha. Gleisi afirmou que a relatoria de Derrite “contamina o debate com objetivos eleitoreiros”, enquanto Motta reforçou que a condução do projeto seguirá “com equilíbrio e respeito institucional”.
