Durante a cúpula de líderes que antecede a COP30, realizada na última sexta-feira (7) em Belém (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a criação de um imposto internacional sobre grandes corporações e fortunas, como forma de financiar ações contra as mudanças climáticas. Segundo o presidente, é justo que quem mais contribui para a poluição pague mais.
“Um indivíduo pertencente ao 0,1% mais rico do planeta emite, em um único dia, mais carbono do que os 50% mais pobres da população mundial durante um ano inteiro. É legítimo exigir dessas pessoas uma maior contribuição”, afirmou Lula durante o encontro.
O petista argumentou que a taxação de multinacionais e super-ricos poderia gerar recursos significativos para projetos ambientais e para o enfrentamento da crise climática. Ele também reforçou que o combate ao aquecimento global deve ser um esforço conjunto entre as nações. “A Terra é única. A humanidade é uma só. A resposta tem de vir de todos, para todos”, disse.
Lula criticou ainda o atual modelo de financiamento climático internacional, alegando que os valores destinados aos países em desenvolvimento são insuficientes e, muitas vezes, chegam na forma de empréstimos. “Não faz sentido, ético ou prático, demandar a países em desenvolvimento que paguem juros para combater o aquecimento global”, afirmou.
A plenária discutiu temas como metas de redução de emissões, financiamento climático e os 10 anos do Acordo de Paris, tratado internacional que busca limitar o aquecimento global a 1,5°C. O evento serviu como preparação para a COP30, que acontecerá oficialmente de 10 a 21 de novembro, também em Belém.
*Com informações do Pleno News
