O secretário de Planejamento e Gestão de Pernambuco, Fabrício Marques, participou nesta segunda-feira (10) de uma audiência pública na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde apresentou o diagnóstico financeiro do Estado e as previsões orçamentárias para 2026. Durante a reunião, ele defendeu a aprovação do empréstimo de R$ 1,7 bilhão que ainda tramita na Casa e garantiu que a medida não trará aumento significativo à dívida pública estadual.
De acordo com o secretário, os recursos são fundamentais para a continuidade dos investimentos e representam cerca de 4% da receita corrente líquida do Estado, dentro do limite estabelecido pela União para operações de crédito com garantia federal. “Mesmo com essa autorização e com a captação desses recursos, que são muito relevantes para compor a fonte de financiamento, nós temos o nível de endividamento decrescente. Este mandato da governadora Raquel Lyra terminará com um endividamento menor do que o registrado quando ela assumiu o governo”, afirmou.
O serviço da dívida para o próximo ano está estimado em R$ 2,93 bilhões. Fabrício também apresentou os números previstos para as três principais áreas de investimento em 2026: Saúde com R$ 13,23 bilhões (alta de 7,9%), Educação com R$ 9,26 bilhões (crescimento de 8,8%) e Segurança Pública com R$ 5,2 bilhões (aumento de 9,2%).
Questionado pelo deputado Luciano Duque (SD), o secretário reiterou que o empréstimo é estratégico e que a aprovação precisa ocorrer ainda em 2025, para permitir a assinatura dos contratos no primeiro semestre do próximo ano — antes das restrições impostas pelo período eleitoral.
“Eu estou com uma boa expectativa. O importante é que Pernambuco não pode se dar ao luxo de perder a possibilidade de ter esses recursos com a garantia da União. A gente espera que haja aprovação e que tenhamos condições de protocolar essa operação junto ao Governo Federal no início do ano que vem”, declarou Fabrício Marques em entrevista coletiva após a audiência.
Segundo ele, a meta é assinar todos os contratos até o primeiro semestre de 2026, garantindo que as obras e projetos financiados com o novo crédito comecem ainda no mandato da atual gestão.
*Com informações do Blog Cenário
