O presidente da Argentina, Javier Milei, não participará da próxima cúpula do G20, marcada para começar em 22 de novembro na África do Sul. A decisão, confirmada por um porta-voz do governo argentino, ocorre em sintonia com o posicionamento de seu aliado e presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também anunciou que não enviará representantes ao encontro.
Em substituição a Milei, o ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, representará a Argentina no evento. O governo argentino não detalhou os motivos da ausência do presidente, mas a decisão reforça a proximidade política e ideológica entre Milei e Trump. Ambos têm manifestado críticas semelhantes a organismos internacionais, como a ONU, e a determinadas políticas globais.
Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro, Milei já havia declarado apoio total às posições de Trump. “Apoiamos todas as suas críticas à ONU e a outros países, inclusive sobre a questão da migração”, afirmou o líder argentino na ocasião.
Na última sexta-feira, Trump justificou sua ausência do G20 com ataques à África do Sul, país que, segundo ele — sem apresentar provas —, persegue e mata pessoas brancas. “É uma vergonha que a cúpula do G20 esteja sendo realizada na África do Sul”, escreveu em sua rede Truth Social.
A ausência de Milei chama atenção, especialmente porque em 2024 ele compareceu pessoalmente à cúpula do G20 no Rio de Janeiro, mesmo em meio às tensões com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão atual, portanto, reforça o alinhamento internacional do líder argentino com os Estados Unidos e amplia o distanciamento em relação a outras potências do bloco.
