O grupo de ataque liderado pelo USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, entrou na área de responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom), que cobre a América Latina e o Caribe. A movimentação foi confirmada pela Marinha americana e ocorre após ordem do secretário de Guerra, Pete Hegseth, para apoiar a “diretriz presidencial de desmantelar organizações criminosas transnacionais e combater o narcoterrorismo em defesa da pátria”.
A chegada do porta-aviões, com mais de 4 mil marinheiros e dezenas de aeronaves táticas, acontece em meio à escalada de tensões entre Washington e o governo de Nicolás Maduro. Autoridades norte-americanas acusam o regime venezuelano de envolvimento com o narcotráfico internacional — alegações que Caracas nega categoricamente.
De acordo com o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, a presença reforçada das forças norte-americanas na região “aumentará a capacidade de detectar, monitorar e interromper atores e atividades ilícitas que comprometem a segurança e a prosperidade do território norte-americano e da região hemisférica”.
Segundo Parnell, a operação visa “interromper o tráfico de entorpecentes e degradar organizações criminosas transnacionais”, numa ampliação do papel do Southcom no combate a ameaças na região.
Além do Gerald R. Ford, o contingente se soma a outras unidades já posicionadas, como o grupo anfíbio do navio Iwo Jima e forças expedicionárias de fuzileiros navais. O comandante do Southcom, almirante Alvin Holsey, afirmou que a mobilização “reforça o compromisso inabalável dos Estados Unidos com a segurança do Hemisfério Ocidental”.
“Por meio do uso preciso de nossas forças, estamos prontos para combater as ameaças transnacionais que buscam desestabilizar nossa região. O envio do Gerald R. Ford representa um passo crítico para proteger a segurança do Hemisfério Ocidental e da pátria americana”, declarou Holsey.
*Com informações AE
