O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência em 2026, Romeu Zema (Novo), voltou a defender medidas mais duras contra facções criminosas no Brasil. Em declarações recentes, ele sugeriu que integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho (CV) fossem transferidos para o Cecot, megacomplexo de segurança máxima em El Salvador conhecido por abrigar milhares de membros de gangues.
Zema afirmou que a transferência poderia ser feita por meio de um convênio internacional com o governo salvadorenho. Segundo ele, a distância e o alto nível de isolamento do presídio tornariam impossível qualquer contato externo dos detentos. “Já pensou que beleza: nem no Brasil esses criminosos ficarem, serem transferidos para um presídio de segurança máxima num país que está bem distante, em que nem sinal de celular eles teriam?”, disse.
Caso a parceria não fosse viável, o governador apresentou outra alternativa: construir uma instalação semelhante em plena Amazônia, em área remota e de difícil acesso. A proposta, segundo Zema, garantiria isolamento absoluto. Ele descreveu a ideia como uma espécie de “Alcatraz da selva”, fazendo referência à prisão norte-americana localizada na Baía de São Francisco, famosa por sua segurança e por abrigar criminosos de grande notoriedade antes de ser desativada em 1963.
Zema detalhou que o presídio amazônico teria apenas uma pista de pouso controlada e seria cercado por forte aparato armado, impedindo qualquer aeronave não autorizada de se aproximar. O acesso seria exclusivamente aéreo e, na visão do governador, eventuais fugitivos não sobreviveriam às condições da floresta.
O político mineiro visitou El Salvador em maio deste ano para conhecer de perto as políticas de segurança implementadas pelo presidente Nayib Bukele, mundialmente conhecido por sua estratégia de enfrentamento direto a facções criminosas.
