O Ministério da Saúde anunciou que adotará uma série de medidas contra médicos que vêm divulgando nas redes sociais conteúdos classificados pela pasta como “antivacina” e oferecendo cursos, consultas e tratamentos sem comprovação científica. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a ação envolverá medidas administrativas, civis, criminais e notificações a plataformas digitais.
A mobilização ganhou força após a circulação de publicações sobre a chamada “síndrome pós-spike” ou “spikeopatia”, atribuída por esses profissionais às vacinas de RNA mensageiro (mRNA) usadas na pandemia de Covid-19. No domingo (16), Padilha afirmou, nas redes sociais, que está atuando em parceria com a Advocacia-Geral da União (AGU) para responder ao que classificou como desinformação.
Em entrevista ao Estadão, o ministro afirmou que a conduta desses médicos representa uma “mistura de negacionismo com ganância”, e adiantou que, a partir desta segunda-feira (17), a pasta iniciará formalmente os procedimentos legais.
Entre as medidas previstas, estão:
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Representação junto aos Conselhos Regionais de Medicina, em parceria com a AGU;
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Ação civil pública contra os profissionais, sob a justificativa de que a disseminação de informações falsas fere o direito coletivo à saúde;
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Ação criminal relacionada à suposta oferta e venda de tratamentos sem validade científica;
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Notificação extrajudicial a plataformas digitais solicitando a retirada imediata de conteúdos envolvendo cursos, materiais e informações considerados enganosos.
O Ministério da Saúde afirma que continuará monitorando páginas e perfis que propagam tratamentos ou diagnósticos sem respaldo científico, e reforça que campanhas de vacinação permanecem como política prioritária federal.
*Com informações da Agência AE
