A União Europeia decidiu acelerar o fim da isenção de tarifas de importação para encomendas de baixo valor vindas de fora do bloco. A medida, que inicialmente só entraria em vigor em 2028, foi aprovada pelos ministros da Economia dos 27 países-membros e pode começar a valer já em 2026. Com isso, pacotes de até 150 euros (cerca de R$ 920) passarão a ser taxados.
A decisão ocorre em meio ao avanço explosivo de plataformas chinesas de comércio eletrônico, como Shein, Shopee e Temu, que têm inundado o mercado europeu com milhões de pequenas remessas diárias. Apenas no ano passado, o bloco recebeu em média 12 milhões de pacotes por dia abaixo do limite de 150 euros — o dobro do volume de 2023.
Segundo autoridades europeias, o regime de isenção abriu brecha para uma competição desigual, permitindo que varejistas estrangeiros evitassem tributos que empresas locais são obrigadas a pagar. Para o ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, a mudança é urgente: “Esse fenômeno está destruindo o comércio varejista da Europa”, afirmou.
Com a nova política, a UE busca conter distorções no mercado, recuperar receitas fiscais e proteger o setor varejista local, que vem sofrendo forte pressão da expansão do e-commerce asiático. O bloco ainda definirá os detalhes operacionais, mas o objetivo é endurecer o controle aduaneiro e reduzir o fluxo de encomendas subfaturadas que chegam diariamente ao continente.
*Com informações da Agência AE
