Um ataque violento marcou a madrugada desta segunda-feira (17) no noroeste da Nigéria, quando um grupo armado invadiu um internato feminino e sequestrou 25 estudantes no estado de Kebbi. A ação ocorreu por volta das 4h, horário local, na localidade de Maga, e deixou o vice-diretor da escola morto e um segurança ferido.
Segundo o porta-voz da polícia, Nafi’u Abubakar Kotarkoshi, os criminosos invadiram os dormitórios utilizando “armas sofisticadas” e disparando de forma contínua para intimidar funcionários e alunas. Quando as forças de segurança chegaram ao local, os sequestradores já haviam fugido, levando as estudantes e escapando pela cerca traseira da instituição.
Nenhum grupo assumiu a autoria até o momento, mas ações semelhantes vêm sendo atribuídas, nos últimos anos, a organizações criminosas locais conhecidas como “bandidos”, que atuam em regiões rurais do centro e noroeste da Nigéria. Um relatório enviado à Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou a morte do vice-diretor durante o ataque.
Equipes da polícia de Kebbi, das Forças Armadas e de milícias comunitárias realizam operações na região, vasculhando rotas utilizadas pelos criminosos e a floresta próxima na tentativa de localizar e resgatar as alunas. As autoridades classificaram o episódio como um “ato atroz” e reforçaram que os esforços de busca continuarão até que as estudantes sejam encontradas.
Este é o segundo sequestro em massa registrado em escolas do estado de Kebbi nos últimos quatro anos. Em 2021, mais de 100 estudantes e funcionários foram levados por grupos armados. Casos dessa natureza se tornaram recorrentes na Nigéria, especialmente desde o sequestro de 276 meninas em Chibok, em 2014, episódio que gerou repercussão internacional e mobilizou a campanha “Bring Back Our Girls”. Quase 100 daquelas jovens continuam desaparecidas.
A crescente onda de sequestros integra um cenário de insegurança complexa no país mais populoso da África, onde disputas territoriais, crime organizado e a atuação de grupos extremistas, como o Boko Haram, agravam a violência e fragilizam comunidades inteiras. Autoridades locais reforçam que o combate à criminalidade continua, mas a população permanece em alerta diante da escalada dos ataques.
*Com informações da Agência AE
