O secretário-geral do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e ministro do Interior e Justiça, Diosdado Cabello, voltou a disparar contra líderes estrangeiros após a confirmação de que alguns presidentes estarão presentes na cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz à opositora María Corina Machado, marcada para 10 de dezembro, em Oslo, na Noruega.
Durante entrevista coletiva, Cabello chamou de “preguiçosos” e “vagabundos” os mandatários que viajarão ao país nórdico para acompanhar a premiação da líder oposicionista.
“Esses presidentes são uns preguiçosos, vagabundos, como se não tivessem nada para fazer em seus países. São uns aproveitadores que não perdem oportunidade de viajar para qualquer lugar”, afirmou, sem citar nomes.
O dirigente chavista ironizou os chefes de Estado que aceitaram o convite e insinuou que os esforços deles não são voltados para seus próprios países.
“Eles não viajam para seus países para exigir que os respeitem. Mas isso é problema deles. Tomara que consigam passagem para viajar”, disse.
María Corina Machado foi anunciada vencedora do Nobel da Paz 2025 por “seu incansável trabalho na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta por uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”, segundo o Comitê Nobel. A organização destacou que a opositora encarna “a esperança de um futuro diferente”, no qual os direitos fundamentais sejam respeitados.
Dois presidentes já confirmaram presença na cerimônia: José Raúl Mulino, do Panamá, que afirmou ter recebido um convite direto da própria Machado, e Daniel Noboa, do Equador, que também relatou ter sido convidado pessoalmente.
A reação de Cabello ocorre em meio ao acirramento das tensões políticas internas e à crescente pressão internacional sobre o governo de Nicolás Maduro, que se opõe abertamente à atuação de Machado e à legitimidade de sua liderança na oposição venezuelana.
*Com informações da Agência AE
