A Polícia Federal, com apoio do Exército, prendeu nesta terça-feira os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, ambos ex-ministros do governo Jair Bolsonaro. Os dois foram detidos em Brasília e encaminhados ao Comando Militar do Planalto (CMP), local escolhido por se tratar de instalações militares adequadas ao cumprimento de pena para oficiais da reserva, conforme prevê o Estatuto dos Militares.
Heleno, que chefiou o Gabinete de Segurança Institucional, foi condenado a 21 anos de prisão. Já Paulo Sérgio, ex-ministro da Defesa, recebeu pena de 19 anos. As condenações integram o processo sobre a tentativa de golpe, que também alcançou outros aliados do ex-presidente.
O Supremo Tribunal Federal concluiu formalmente o caso para três condenados que, assim como Bolsonaro, não apresentaram os segundos embargos dentro do prazo: Alexandre Ramagem, Anderson Torres e Paulo Sérgio Nogueira.
A escolha do CMP segue entendimento jurídico que admite exceções ao envio de militares condenados por crimes comuns ao sistema prisional regular — especialmente quando há risco à integridade física ou potencial instabilidade institucional.
Entre os réus condenados estão ainda Almir Garnier, Walter Braga Netto, Mauro Cid e o próprio Bolsonaro, que permanece preso na Superintendência da Polícia Federal por decisão preventiva de Alexandre de Moraes, após violar a tornozeleira eletrônica e, segundo o ministro, indicar risco de fuga. A defesa afirma que o ex-presidente sofreu um “surto” provocado pela combinação de medicamentos, negando a intenção de evasão.
A operação marca um dos episódios mais contundentes do desdobramento judicial sobre a tentativa de ruptura institucional investigada pelo STF e pela Polícia Federal.
*Com informações do G1
