O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (26) que o Brasil mostrou maturidade institucional e deu uma “lição de democracia ao mundo” ao concluir o julgamento que resultou na condenação por tentativa de golpe de Estado do ex-presidente Jair Bolsonaro, de ex-ministros e de generais ligados ao antigo governo.
Durante cerimônia de sanção da nova faixa de isenção do Imposto de Renda, Lula declarou que a Justiça agiu com firmeza diante das ameaças e conduziu um processo que, segundo ele, expôs a organização envolvida no plano golpista.
“O país deu uma lição de democracia ao mundo ontem. Sem alarde, a Justiça brasileira mostrou sua força, não se amedrontou com ameaças e fez um julgamento primoroso, com acusações feitas de dentro da própria quadrilha”, disse.
Embora tenha celebrado o que considera um marco democrático, Lula afirmou que não se alegra com a prisão de ninguém, mas sim com o funcionamento das instituições.
“Pela primeira vez na história do país, há alguém preso por tentativa de golpe — um ex-presidente da República e generais quatro estrelas. Democracia não é privilégio de ninguém, é um direito de todos os brasileiros”, ressaltou. “Fico feliz não pela prisão, mas porque o país demonstrou maturidade para exercer a democracia em sua plenitude.”
Lula aproveitou o discurso para mencionar outras situações em que, segundo ele, o Brasil demonstrou resiliência, como nas reações ao chamado “tarifaço” dos Estados Unidos.
“Muita gente dizia que o Brasil ia se lascar, mas isso não aconteceu”, afirmou.
O presidente também minimizou as críticas feitas pelo primeiro-ministro alemão à realização da COP30 em Belém. Lula disse ter conversado com Friedrich Merz durante sua visita à Alemanha e afirmou que o político “não conheceu Belém de verdade”.
Ao final, Lula afirmou que seu governo ainda fará novas entregas na área econômica, sem detalhar quais.
