O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (26), em entrevista à GloboNews, que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho — especialmente o modelo 6×1 — deve ganhar força e se tornar uma das pautas centrais das eleições majoritárias de 2026. Apesar disso, garantiu que não existe qualquer definição do governo Lula sobre o tema no momento.
“Não há definição sobre jornada de trabalho, mas o debate vai acontecer nas eleições de 2026”, disse o ministro, reconhecendo que existe “simpatia” por discutir o assunto e destacando que a redução de carga horária é um movimento em curso em vários países.
Haddad também comentou a pressão das centrais sindicais para que o governo avance na tributação de dividendos. Ele questionou a diferença de tratamento entre lucros distribuídos e a PLR paga aos trabalhadores. “Entendo os sindicatos porque até hoje se isentou dividendos. Por que a participação nos lucros e resultados é tributada?”, indagou.
O ministro voltou a defender cortes em benefícios fiscais como peça essencial para fechar o orçamento e cumprir metas fiscais, lembrando que a proposta inicial partiu do próprio Congresso. Segundo ele, não há problema em defender teses “justas”, mas ressaltou que a área econômica precisa garantir viabilidade técnica e fiscal para qualquer mudança.
As declarações reacendem debates sensíveis sobre carga tributária, relações trabalhistas e prioridades econômicas — temas que prometem dominar o cenário político nos próximos meses rumo à disputa presidencial de 2026.
*Com informações da Agência AE
