O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, confrontou nesta segunda-feira (1º) a declaração de Donald Trump, que afirmou que o espaço aéreo da Venezuela permaneceria totalmente fechado. Em resposta, Petro ordenou o restabelecimento do serviço aéreo civil entre Colômbia e Venezuela, enfatizando que os Estados Unidos não têm autoridade para impor restrições a outros países.
– Os EUA não têm o direito de fechar o espaço aéreo venezuelano. Podem fazê-lo com as suas companhias aéreas, mas não com as do mundo. A Colômbia restabelece o serviço aéreo civil com a Venezuela e convida o mundo a fazê-lo. É hora de diálogo, e não de barbárie – declarou o presidente colombiano em seu perfil no X.
A reação acontece após Trump afirmar, no sábado (29), que o espaço aéreo venezuelano ficaria fechado “na sua totalidade”, em meio ao aumento da tensão entre Washington e Caracas e ao envio de grande contingente militar americano ao mar do Caribe, próximo à costa venezuelana.
Apesar disso, várias companhias continuam operando normalmente no país, entre elas as colombianas Wingo e Satena, a panamenha Copa, a Boliviana de Aviación e as venezuelanas Avior e Conviasa. As afirmações dos EUA contrastam também com nota divulgada pela Aeronáutica Civil da Colômbia, que reiterou que o espaço aéreo da Venezuela “permanece plenamente aberto e operacional”.
A entidade criticou declarações feitas por “um terceiro Estado sem competência sobre o espaço aéreo venezuelano”, afirmando que elas carecem de validade e geram confusão.
A disputa diplomática ocorre dias após a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) recomendar “cautela extrema” ao sobrevoar a Venezuela e o sul do Caribe por risco potencial na região. Em seguida, o governo venezuelano revogou concessões de voo de várias companhias internacionais, incluindo Gol, Latam Colômbia, Iberia, TAP, Avianca e Turkish Airlines, acusando-as de aderir a “ações de terrorismo” supostamente promovidas pelos EUA.
Nesta segunda-feira, as espanholas Iberia e Air Europa anunciaram suspensão temporária de voos para a Venezuela por razões de segurança, enquanto a Latam Colômbia interrompeu suas operações após ter sua permissão cancelada pelo governo venezuelano.
Com informações da EFE
