Um depoimento explosivo obtido pela Polícia Civil de São Paulo revelou que Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, teria ameaçado matar um ex-funcionário que o acusa de repassar dinheiro ao filho do presidente Lula. A declaração, dada por Edson Claro Medeiros Júnior, veio a público nesta quinta-feira (4) e adiciona um novo elemento de tensão ao caso que já movimenta a CPMI do INSS.
De acordo com Edson, a ameaça ocorreu durante uma reunião em junho deste ano, quando Antunes exigiu que ele entregasse aparelhos eletrônicos que supostamente conteriam dados sigilosos. Segundo o depoimento, Careca teria sido direto: “Se você não me entregar os aparelhos e abrir a boca, eu vou meter uma bala na sua cabeça.”
Aos investigadores, Edson se apresentou como diretor-executivo da empresa World Cannabis e afirmou que Antunes pagava uma “mesada” de R$ 300 mil a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de mencionar um repasse de R$ 25 milhões — valor cuja moeda ainda não foi esclarecida. Ele também disse que Antunes aparece como investidor da empresa, embora documentos indiquem que o próprio Careca detém 90% das cotas e o restante está em nome do filho dele.
Edson relatou que foi chamado para a reunião por uma advogada ligada ao lobista. Antunes teria acreditado que informações sensíveis estavam nos aparelhos do ex-funcionário e, temendo avanço das investigações, tentou reavê-los de forma intimidatória.
A revelação ocorre no mesmo dia em que a CPMI do INSS rejeitou a convocação de Lulinha. A base governista assegurou a vitória por 19 votos a 12. Segundo a colunista Andreza Matais, Fábio Luís está morando em Madri, na Espanha, desde meados do ano.
Mesmo sem provas documentais apresentadas até o momento, as acusações de Edson pressionam o ambiente político e alimentam embates entre governo e oposição. Enquanto isso, a investigação — marcada por contradições e denúncias cruzadas — continua sob intensa vigília pública.
*Com informações do Pleno News
